Quem dera se a vida fosse de verdades,
mesmo as verdades que doem.
No contexto das nossas escolhas, essas mentiras
mudará todo o rumo das nossas histórias.
Mentiras nos afundam em conflitos pessoais
de indecisões e egoísmos.
Na depressão de cada dia vivido, levamos a vida em plena escuridão.
Deixamos de lado o que era simples e sadio de se viver,
deixamos passar um simples jardim na primavera
e o pôr do sol de cada tarde.
A mentira nos envolve tremendamente
que nem pra tirar a própria vida dá, pois
assim seria exposta a verdade,
então a senhora mentira vive da nossa vida, até porque,
não teria sentido se estivéssemos mortos.
Por isso concluo o devaneio. Nunca deixe acumular,
aquilo que hoje te acumula.
Roger Bayeh
Haverá sempre uma nova manhã,
E o sol dará conta de vir todos os dias de forma exageradamente diferente.
Da mesma forma o lago sempre estará ali,
De frente para ele um banquinho a esperar,
A esperar novas pessoas, com elas novas mágoas
Diferentes histórias e dramas intermináveis.
Tudo é diariamente igual e a monotonia toma conta do universo,
Aquele que senta no banquinho é que faz a história mudar de curso, ele observa e vê tudo diferente daquilo que se apresenta.
O observador sem saber, também está sendo observado, e daqui,
percebemos o espaço vazio
pra mais um no banco.
Da pra mais um?
Aquele que observava, passou fazer parte do cenário,
O sol reflete duas frontes, o lago reflete aquilo que o sol espelha,
E o observador não está mais sozinho.
Roger Bayeh