não me permite mostra a
pessoa que sou por dentro.
Malditos são esses olhos que
não me deixam enxergar as
babaquices da vida.
Maldita é a minha boca que
me alto condena por não
dizer o que quero.
Malditos são os meus ouvidos,
por deixarem poluir a minha vida
com mesquinharias aleias.
Malditos são os meus pés,
que me levam por lugares tortos e
muitas vezes os reconheço,
mas cego, finjo não ver os cacos de vidro que me esperam.
Malditos são os Malditos,
que ao meu lado estão
e não me fazem perceber que todos
somos uma merda só.
Mas bendita seja a verdade,
que me leva a liberdade que é a vida.
Roger Bayeh