quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poeta Dom

Poeta elevado, puríssimo 
ao mesmo tempo de enfermidades nervosas
de contrações musculares, 
parece osso posterior do ombro
que corrompe o apodrecimento do seu corpo
em meio ao extermínio frio, 
que persegue insistentemente a arte inútil,
imóvel, triste,
das más condições para a existência
do homem extravagante, insaciável,
medonho que vive a ilusão de fábulas e utopias
em meio as suas cavernas subterrâneas
de infiltrações lenta das águas.

Águas que geram todas as coisas,
em uma criação sucessiva a agregação de
moléculas que formam este poeta.

Roger Bayeh