Quando menos se espera, quando se auto supera a necessidade de amar,
a vida traceja sobre o hipócrita que assim acredita que não haverá de amar novamente.
O coração é uma armadilha da própria preocupação de não se entregar ao novo.
É desconcertante imaginar que o homem sendo racional
se entrega por projeções inusitadas a se realizarem.
No meio de uma floresta sempre há um desbravador a adentrar a mata selvagem,
esse mesmo homem, carrega no coração as experiências e perigos trazidas de outras descobertas.
A floresta por si, se resguarda,
se aquieta e observa o novo ser, a adentrar a suas entranhas, calejada de ser ferida e maltratada.
Tanto desbravador e floresta, harmonizam se ao observar aquilo que é desconhecido e novo!
Porém, ainda que não percebam, pois a floresta
abraça o desbravador e o desbravador acalma a floresta
com sua seriedade ao observa la.
Dentre os confins de ambos os desejos, o que torna se latente
é a necessidade de amar e ser retribuído,
ainda que a floresta seja nova e o desbravador solene!
Nenhuma floresta é selvagem o suficiente
que não se possa doutrinar, e nenhum desbravador
é tão frio que não possa encantar se com o interior da floresta.
Roger Bayeh