domingo, 6 de março de 2016

Entre Porcelana e Esmeralda

É difícil de acreditar que as vezes 
a felicidade está a sua volta, do seu lado
num prólogo constante do cotidiano da vida e 
não nos damos conta.

Quanto tempo precisei pra olhar nos teus olhos,
observar a sua pele e excitar o teu sorriso.
Por tanta coisa precisei passar até alcançar você 
e simplesmente ver que as coisas acontecem.

Engraçado ouvir você me perguntando...
Por que sorri ao me olhar? 
Eu te digo, que essa é a resposta mais sincera 
que minha alma poderia te mostrar.

É através do meu sorriso
que o meu coração grita,
que meu amor celebra o quanto antes puder te tocar.

Pele sua como de porcelana, parece um enfeite 
em uma instante ao me observar.
Desse mistério, tudo o que eu mais quero
é aos poucos te desvendar.

Ainda que eu precise de esmeraldas 
pra limpar os meu olhos
para que eu possa detalhar
a preciosidade que compõem você.

Roger Bayeh

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dias Tristes

Quem dera se a vida fosse de verdades,
mesmo as verdades que doem.
No contexto das nossas escolhas, essas mentiras
mudará todo o rumo das nossas histórias.

Mentiras nos afundam em conflitos pessoais
de indecisões e egoísmos.
Na depressão de cada dia vivido, levamos a vida em plena escuridão.

Deixamos de lado o que era simples e sadio de se viver,
deixamos passar um simples jardim na primavera
e o pôr do sol de cada tarde.

A mentira nos envolve tremendamente
que nem pra tirar a própria vida dá, pois
assim seria exposta a verdade,
então a senhora mentira vive da nossa vida, até porque,
não teria sentido se estivéssemos mortos.

Por isso concluo o devaneio. Nunca deixe acumular,
aquilo que hoje te acumula.

Roger Bayeh

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O banquinho

Haverá sempre uma nova manhã,
E o sol dará conta de vir todos os dias de forma exageradamente diferente.

Da mesma forma o lago sempre estará ali,
De frente para ele um banquinho a esperar,
A esperar novas pessoas, com elas novas mágoas
Diferentes histórias e dramas intermináveis.

Tudo é diariamente igual e a monotonia toma conta do universo,
Aquele que senta no banquinho é que faz a história mudar de curso, ele observa e vê  tudo diferente daquilo que se apresenta.

O observador sem saber, também está sendo observado, e daqui,
percebemos o espaço vazio
pra mais um no banco.
Da pra mais um?

Aquele que observava, passou fazer parte do cenário,
O sol reflete duas frontes, o lago reflete aquilo que o sol espelha,
E o observador não está mais sozinho.


Roger Bayeh

domingo, 31 de janeiro de 2016

Pequeno diário

A vida não passa de suspiros diários
Suspiros, alguns incompletos,
Outros mais extensos
Alguns ainda, relaxantes.

Ao passo que cresço,
Vejo o quanto pequeno sou.
Quem disse, que a conclusão de uma análise
É o resultado daquilo que realmente se avalia?

Há... Hipócritas e estúpidos, até reúnem-se civilizadamente
Para modificar o curso natural daquilo que se observa.
Gatos sínicos, assombrosos são seus deleites
E não te preocupas fazer o bem.

Vida me ensina?!
Porque eu não me canso de errar,
Aprender é uma dadiva dada a todos nós,
Alguns a matam, outros a esquecem.

Onde houver oportunidade da própria matéria
Concluir a análise que o outro faz de si,
Os suspiros serão completos,
E o que me fazia grande, me recordará
O tamanho real de que verdadeiramente sou feito.

Roger Bayeh

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O desbravador e a Floresta

A vida é inevitável, e inesperável são nossas virtudes no quesito amor!
Quando menos se espera, quando se auto supera a necessidade de amar,
a vida traceja sobre o hipócrita que assim acredita que não haverá de amar novamente.


O coração é uma armadilha da própria preocupação de não se entregar ao novo.
É desconcertante imaginar que o homem sendo racional
se entrega por projeções inusitadas a se realizarem.

No meio de uma floresta sempre há um desbravador a adentrar a mata selvagem,
esse mesmo homem, carrega no coração as experiências e perigos trazidas de outras descobertas.

A floresta por si, se resguarda,
se aquieta e observa o novo ser, a adentrar a suas entranhas, calejada de ser ferida e maltratada.

Tanto desbravador e floresta, harmonizam se ao observar aquilo que é desconhecido e novo!
Porém, ainda que não percebam, pois a floresta
abraça o desbravador e o desbravador acalma a floresta
com sua seriedade ao observa la.

Dentre os confins de ambos os desejos, o que torna se latente
é a necessidade de amar e ser retribuído,
ainda que a floresta seja nova e o desbravador solene!

Nenhuma floresta é selvagem o suficiente
que não se possa doutrinar, e nenhum desbravador
é tão frio que não possa encantar se com o interior da floresta.

Roger Bayeh

terça-feira, 26 de maio de 2015

A Canoa e a Ilha

Há quem diga que o coração é um oceano de mistério e segredo.

Aqueles que guardam seus mistérios, jamais poderão desfrutar a maravilha de enfrenta los.

Um homem sábio porém, desvenda seus próprios segredos e encara as suas realidades.

Eis que nós feito oceanos, em mares bravios nos lançamos e por vezes, não sabemos onde vamos encalhar!

Contudo, sempre existirá uma ilha inabitável, onde sua canoa há de parar. Canoa essa que não conhece os segredos e malícias desse oceano.

Por isso, a ilha que é sólida e experiente, acolhe a canoa em seu terreno e sua expertise quer ensinar.

Desse mar, canoa e a ilha são os destaques, pois se não houvesse a canoa, de que adiantaria a existência da ilha, se lá ficaria solitária.

Não se engane caro desbravador, pois se não houvesse a ilha do que adiantaria vagar de canoa sem rumo pela solidão do oceano.


Roger Bayeh

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Inspiração

Na vida tudo é poema dependendo do ponto de vista de quem a vê,
o restante é apenas poesia, onde tudo se repete e parece o mesmo.
Só se conquista o tempo quem o respeita, 
não basta apenas saber esperar.

O tempo só é amigo de quem o entende, 
pois o tempo é astuto, e por isso da preferência a gente sincera.
Cuidado, em fração de segundos, o tempo que era a seu favor, pode estar contra a ti.

Nada vem do nada, tudo o que se sente, 
ouve e vê é esperado, as histórias que não lemos,
que não buscamos, tratam de nos achar.

Socorro! Clama a mente,
quando não se sabe que o fogo pode armar.
Com sua bela aparência e sucinta hipnose,
demonstra fascínio como um gato sínico 
querendo apenas machucar.

Aquele mesmo fogo belo e sondador é capaz de queimar;
E não se deixe enganar, 
suas feridas são profundas, que ao menos às vezes, podem curar.

De tudo isso, a vida tem um pouco e muito mais;
Decorre ao longo do humano que é infinito
e que não sabe para aonde vai.
Por isso, a vida por vezes é injusta e grosseira;
No fundo ela o que ela tem,
é uma pitada de inveja por só viver aqui.

A liberdade em seu sentido vasto nos detém em vaco, 
por não conhecermos o seus mistérios.
Foi assim, que se deu origem ao limite, 
que de tão excluído insiste, 
em tudo ter um fim.

Roger Bayeh