domingo, 14 de fevereiro de 2016

O banquinho

Haverá sempre uma nova manhã,
E o sol dará conta de vir todos os dias de forma exageradamente diferente.

Da mesma forma o lago sempre estará ali,
De frente para ele um banquinho a esperar,
A esperar novas pessoas, com elas novas mágoas
Diferentes histórias e dramas intermináveis.

Tudo é diariamente igual e a monotonia toma conta do universo,
Aquele que senta no banquinho é que faz a história mudar de curso, ele observa e vê  tudo diferente daquilo que se apresenta.

O observador sem saber, também está sendo observado, e daqui,
percebemos o espaço vazio
pra mais um no banco.
Da pra mais um?

Aquele que observava, passou fazer parte do cenário,
O sol reflete duas frontes, o lago reflete aquilo que o sol espelha,
E o observador não está mais sozinho.


Roger Bayeh

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